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Oficiais planejavam assassinar Zelenski a mando da Rússia

7 de maio de 2024

Coronéis ucranianos responsáveis pela segurança pessoal do presidente participariam pessoalmente de seu sequestro e assassinato, a serviço de Moscou. Vida de Volodimir Zelenski tem estado sob ameaça constante.

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Presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, fala ao microfone
Plano de atentado envolvia sequestro do presidente Volodimir ZelenskiFoto: Gints Ivuskans/AFP

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) informou nesta terça-feira (07/05) ter frustrado planos russos para assassinar o presidente Volodimir Zelenski e outros políticos do país. Dois oficiais do departamento de segurança de Estado, responsável pela proteção pessoal de Zelenski, foram presos nesse contexto. Ambos têm a patente de coronel.

Eles teriam fornecido ao serviço de inteligência doméstica da Rússia, FSB, informações em troca de dinheiro, e participariam pessoalmente do atentado. "Uma das tarefas da rede do FSB foi encontrar, entre os militares, assassinos próximos à segurança pessoal do chefe de Estado, para tomarem-no como refém e depois matá-lo", consta do comunicado do SBU. A Procuradoria-Geral ucraniana confirmou as informações.

Vida de Zelenski sob constante ameaça

Desde que a Rússia começou sua invasão da Ucrânia em grande escala, em 22 de fevereiro de 2022, Zelenski tem enfrentado várias investidas contra sua vida.

Em agosto de 2023, uma mulher da região de Mykolaiv, no sul do país, foi presa em conexão com uma conspiração para assassiná-lo. Ela teria reunido informações sobre a visita planejada de Zelenski à região, a fim de possibilitar um ataque aéreo russo fatal. A SBU a apanhou "em flagrante" quando tentava "passar inteligência aos invasores".

Em abril de 2024, um polonês foi acusado de auxiliar outro plano russo de assassinato contra Zelenski. Ele teria concordado em fornecer informações a espiões russos sobre a segurança do aeroporto de Rzeszów-Jasionka, no sudeste da Polônia, perto da fronteira com a Ucrânia, que o mandatário costuma usar em suas viagens ao exterior.

Depois que o complô foi descoberto pelas autoridades ucranianas, o perpetrador foi detido em seu país e acusado de "prontidão para agir por inteligência estrangeira contra a República da Polônia", crime que acarreta até oito anos de prisão.

Além de conspirações de assassinato, Zelenski tem sido alvo de incidentes ameaçadores durante suas muitas visitas às linhas de frente e cidades sob bombardeio russo.

Durante uma visita à cidade costeira de Odessa, em março, um míssil russo explodiu perto de um comboio que transportava o chefe de Estado e o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis. O grupo sentiu o impacto do ataque, a cerca de 500 metros, e viu uma nuvem de fumaça "em forma de cogumelo". Zelenski e Mitsotakis saíram ilesos, mas o atentado provocou cinco mortes.

av/le (AFP, DPA, ots)